Complicações no programa “Top Gear”, da BBC, levam à suspensão de apresentador

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Jeremy Clarkson é conhecido por ser um dos apresentadores do programa televisivo Top Gear, onde frequentemente o encontramos ao volante de máquinas barulhentas. A estrela britânica, que é a mais bem paga da televisão pública daquele país, parece ter queda para colecionar controvérsias e já protagonizou alguns episódios menos felizes no âmbito do programa. O mais recente, porém, foi longe de mais: Clarkson envolveu-se numa disputa agressiva com um produtor e acabou suspenso… A BBC, canal que transmite o programa, já comunicou que a edição do Top Gear do próximo domingo não será emitida.

Apresentador Jeremy Clarkson envolveu-se numa “discussão violenta” com um produtor.

O Top Gear, um dos mais importantes e rentáveis programas da estação britânica BBC, não vai ser emitido no próximo domingo, depois de o apresentador Jeremy Clarkson ter sido suspenso nesta terça-feira pela estação pública britânica.

“Na sequência de uma discussão violenta com um produtor da BBC, Jeremy Clarkson foi suspenso e decorre uma investigação”, disse um porta-voz da estação pública britânica.

“Mais ninguém foi suspenso. O Top Gear não será emitido no domingo. A BBC não fará mais comentários por agora”, acrescentou o mesmo porta-voz, citado pela BBC e pelo Guardian.

Os contornos da discussão não são conhecidos – o Guardian diz que o apresentador terá dado um murro no produtor –, mas esta não é a primeira vez que Clarkson se envolve em polémicas. O próprio apresentador confessou que lhe foi feito um aviso no ano passado, depois de ter sido divulgado que Clarkson teria usado a palavra nigger (“preto”) durante as filmagens de um episódio do Top Gear, um dos mais conhecidos programas de automóveis do mundo.

Segundo o Guardian, o Top Gear rende anualmente mais 150 milhões de libras (cerca 200 milhões de euros) à BBC, sendo o programa mais visto da BBC2, com cinco milhões de telespectadores ao domingo.

Nos últimos anos, Jeremy Clarkson, que é conhecido por fazer testes de carros atrevidos e politicamente incorretos, acumulou uma série de polémicas: catalogou como “egoístas” as pessoas que se suicidam debaixo de comboios; disse que os trabalhadores grevistas deviam ser abatidos; usou um termo racista num programa filmado na Birmânia; e acabou o ano de 2014 a conduzir um Porsche na Argentina com a matrícula H982 FKL, o que muita gente entendeu como uma referência ao conflito nas Malvinas/Falklands que opõe a Argentina e o Reino Unido.

A diferença é que desta vez Clarkson não foi protegido por ninguém (em 2014, o diretor-geral da BBC intercedeu por ele) e a estação pública britânica suspendeu mesmo a sua estrela mais bem paga.

Fonte: Público | Fonte (imagem): Reuters

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