Range Rover Sport SDV8 – O rei dos Range Rover a diesel

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Testado ao detalhe e acelerado ao máximo, Range Rover Sport SDV8 é o protagonista deste artigo, mas também para a marca-mãe…

Os V6 Diesel e Hybrid são mais baratos e quase tão potentes, mas após vários dias com o RR Sport SDV8 não restam dúvidas que este é o rei dos Range Rover com motor Diesel, seja pela resposta, pelo tato mais refinado ou pela sonoridade.

Todos os conhecedores e apaixonados do automóvel sabem que só existem dois tipos de motores: os V8 e os outros. Qualquer coisa de “mau” que possa existir num motor, incluindo funcionar segundo o ciclo Diesel, pode ser substancialmente melhorado utilizando esta nobre arquitetura. E esta é a questão central que justifica a aquisição de um Range Rover Sport SDV8 em vez de um SDV6 (que na versão ano modelo 2015 tem quase a mesma potência) ou do Hybrid (que tem a mesma potência). Enquanto o V6 Diesel alimentado pelo sistema biturbo sequencial necessita de uma pressão decidida no acelerador para vencer o peso do carro e acusa um certo atraso de resposta inicial, tempo necessário para que os turbos encham, sendo este momento de espera seguido de uma chegada de binário menos progressiva que desejado, o V8 biturbo paralelo (um para cada bancada) move-se com nobre celeridade apenas com o peso do pé assente sobre o acelerador. Depois, quando aumentamos a pressão e o ritmo cresce de uma forma proporcional, acompanhado por uma sonoridade mais V8 que Diesel; de facto, até ao ralenti o V8 emite um ruído de máquina potente e não de… “máquina agrícola”; mesmo que notoriamente refinada e bem insonorizada por cuidados como os vidros duplos de série.

Para além desta vantagem de classe, o SDV8 já vem com o modo dinâmico do Terrain Response II, incluindo as barras estabilizadoras ativas e o diferencial traseiro com vectorização de binário. Com estes dois sistemas o Range Rover Sport é um dos SUV com mais de duas toneladas que melhor roda para se inscrever nas curvas, com a vantagem de a direção possuir uma sensibilidade e um grau de comunicação que só encontra par no rival Porsche Cayenne. Com o ESP na posição mais desportiva (um Off vigilante) até é possível completar as curvas lentas de acelerador, usando os préstimos do diferencial traseiro com vectorização de binário.

Por outro lado, quando queremos apenas circular num ritmo mais lento, selecionamos o modo Auto e a suspensão ganha nova suavidade, com o rolamento a tornar-se mais refinado; mas sem atingir os padrões do Range Rover sem Sport no nome.

Seja qual for o ritmo, temos que dizer que o V8 Diesel é sempre mais guloso em matéria de alimento, embora um litro de gasóleo a mais ou menos por cada 100 km (ou mesmo dois) tenha um peso muito relativo para quem pode pagar bem mais de 100 000 euros por um carro. Bem mais importante que isso é o ambiente interior e as possibilidades de personalização que lhe são permitidas (o Range Rover Sport é o único SUV deste segmento que pode ter pintura bicolor de fábrica e que… fica bem), dois aspetos em que o Range Rover Sport supera facilmente os seus adversários, sendo aquele tipo de carro que nos faz sentir melhores do que somos… sobretudo com motor V8.

Por: Pedro Silva | Fonte: Auto Hoje

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