Seguro automóvel em nome de condutor que não o proprietário – Um truque que pode sair muito caro

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Há vários fatores que contribuem para a fixação do valor do seguro automóvel. Aspetos como a idade e os anos de carta, por exemplo, podem revelar-se decisivos para a cobrança de um custo mais ou menos elevado por parte das seguradoras. Por esse motivo é relativamente vulgar haver automobilistas a conduzir carros cujos seguros foram contratualizados em nome de terceiros, nomeadamente jovens que com carros segurados em nome dos progenitores. Uma escolha que, segundo a DECO e o Diário Económico, pode acabar por sair mais cara do que a poupança que permite…

Pedir aos pais para contratarem o seguro evitando pagar o agravamento pela idade não é boa estratégia. A seguradora pode recusar-se a indemnizar, em caso de acidente.

Sem histórico de sinistralidade, recém-encartados e com curtas experiências de condução, os jovens estão habitualmente sujeitos a prémios de seguro automóvel mais elevados do que a generalidade dos condutores mais experientes. O risco de virem a provocar um acidente na estrada é considerado mais elevado e, por essa razão, as seguradoras penalizam o preço dos seguros dos jovens condutores. Isso acontece sobretudo aos menores de 25 anos e com carta de condução há menos de dois.
Procurando contornar esse problema, muitos pais contratam o seguro automóvel dos filhos em seu nome, identificando-se como condutores habituais das viaturas que os filhos conduzem regularmente. Assim induzem a companhia a atribuir à apólice a tarifa que seria aplicada ao progenitor, em função da sua idade, experiência e eventual histórico favorável por ausência de sinistralidade. Mas esta estratégia pode, na verdade, sair bem cara à família. Em caso de sinistro, a seguradora pode dar início a um processo de averiguação e concluir que prestou falsas declarações, alegar a nulidade do contrato e recusar o pagamento da indemnização. Por sua vez, algumas seguradoras aplicam uma franquia superior (25%, por exemplo) quando verificam que o condutor responsável pelo acidente corresponde a um risco superior ao do condutor declarado como sendo o habitual.

 

Juventude pode custar o dobro

Cartas de condução recentes e idades claramente jovens podem valer um agravamento de 40% a 100% no prémio anual do seguro automóvel, pelo que convém ser criterioso na hora de escolher a melhor apólice para o seu caso particular. Tal como acontece com os condutores mais velhos e experientes, o local de residência pode influenciar a escolha da melhor apólice. As cidades de Lisboa e do Porto implicam um agravamento significativo na apólice, dada a exposição elevada ao risco de acidente. Ao invés, residir no interior do País é habitualmente sinónimo de uma apólice bonificada pela localização.

Depois, há que contar com a idade do veículo e com o seu valor comercial, que também influenciam o custo anual quando se contratam coberturas de danos próprios. É em função desse valor que a companhia delimita o capital seguro e calcula eventuais indemnizações em caso de sinistro.

Fonte: Diário Económico / DECO

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